terça-feira, dezembro 27, 2011

A Tecnologia e a Infância



A TECNOLOGIA E A INFÂNCIA
Por Marisa Abel

A tecnologia revolucionou a humanidade, mas para a criança sedesenvolver de forma natural, é preciso estabelecer algumas regras ao uso dos novos aparelhos

Celulares, iPods, aparelhos de DVD e de games, notebooks e agora também os novos tablets; a cada dia surgem novas tecnologias de encher os olhos. É impossivel ficar sem um aparelho sequer, estar desconectado da internet e das redes sociais é praticamente estar fora da nova realidade mundial. Mas o que isso tudo tem de errado para as crianças? Nada, se o acesso aos meios eletrônicos forem equilibrados com as atividades essenciais para o desenvolvimento, tanto motor quanto social e intelectual.

De acordo com a pesquisa realizada pela AVG Technologies, 6% das crianças usam primeiro um computador e somente depois desenvolvem atividades mais comuns, como amarrar os cadarços. Esses dados não surpreendem Daniel Madruga, mestre em Engenharia de Software pela Universidade Joseph Fourier, na França e diretor de tecnologia da Zaine Software. “Usar um computador é um conceito muito amplo e o desenvolvimento da tecnologia permitiu que ele pudesse denotar atividades extremamente simples, como, por exemplo, tocar em um grande botão verde. Amarrar os cadarços é, sem dúvida, algo bem mais complexo que isso.”

Para o bom relacionamento da combinação “tecnologia + infância”, Daniel ressalta que é necessário fazer uma análise dos tipos de ferramentas tecnológicas e o que elas oferecem dever ser levado em consideração. Assim como qualquer outra ferramenta poderosa, a tecnologia pode ser usada tanto para o benefício quanto para o malefício das crianças. Acho que o papel facilitador da tecnologia em educação, comunicação e lazer são indiscutíveis. “Quando analisamos alguns casos especiais, como, por exemplo, o uso da tecnologia por crianças portadoras de necessidades especiais, isso se torna ainda mais latente.”

Por outro lado, ele lembra que é importante ter em mente que ela deve atuar como complemento e não como um substituto para atividades essenciais ao desenvolvimento do indivíduo, sobretudo na infância, como o estabelecimento de relações interpessoais, o contato com materiais físicos, como água, areia, brinquedos, (reais, e não só virtuais), a experiência com livros, as atividades físicas, a produção de artes plásticas e dramáticas, entre outras.

Na mesma linha de pensamento, a psicóloga Ana Edwirges da Luz Egydio diz que a tecnologia pode ser aliada para auxiliar nas atividades do cotidiano, mas não deve ser o único meio de recreação e aprendizado e tem de ter a participação dos genitores. “Lembrando sempre que a supervisão dos pais é muito importante. São eles que devem decidir quando a criança pode usar um computador, e o que ela pode fazer. Existem softwares que são especiais para crianças com jogos educativos, eles podem ajudar no desenvolvimento de habilidades”.

Devemos sempre nos lembrar de que a criança deve fazer outras atividades, como brincar com outras crianças, correr, pular, para desenvolver seu lado social, motor, criativo e perceptivo. “Além disso, é importante que aprendam a realizar atividades concretas, como amarrar os cadarços para crescerem saudáveis e felizes”, reforça a psicóloga.

A psicóloga lembra que vivemos hoje em um mundo em que o computador se tornou o núcleo de todas as atividades humanas. “Mesmo quem não tem um computador em casa tem sua vida influenciada por ele de alguma forma. As crianças nascidas neste milênio não imaginam que já existiu um mundo sem fogão, geladeira, celular e sem computador, e usar um é uma atividade comum, pois já faz parte do cotidiano. Por ser interativo, colorido, produzir sons, o computador desperta interesse. Para finalizar, Ana explica que cabe aos pais e educadores julgarem com cuidado se a exposição que suas crianças estão tendo a ferramentas tecnológicas está dentro de níveis saudáveis ou se há algum tipo de excesso.

Além de tentar se interar sobre qual o teor dessas ferramentas, usando os mesmos critérios de julgamento que eles adotariam para qualquer outro tipo de ferramenta ou experiência, a fim de determinar se elas são adequadas ou não ao tipo de uso que as suas crianças estão fazendo delas.

OS PRÓS E CONTRAS DOS PRODUTOS E APLICATIVOS PARA CRIANÇAS

Daniel Madruga fez uma avaliação sobre como é trabalhada a criação de produtos e aplicativos para os pequenos.

“A minha percepção é de que hoje uma grande parcela dos produtos e aplicativos para crianças é criada com a mesma lógica de criação de produtos para adultos: identifique os aspectos que os fazem ter desejo de comprar, maximize-os ao máximo e faça marketing em cima disso. Isso é irresponsável e antiético, pelo fato da maioria das crianças ainda não ter um senso crítico totalmente desenvolvido e, por isso, ser muito mais influenciável que os adultos. Felizmente, também vejo hoje outra tendência, que trabalha a criação de produtos que tenham um efetivo potencial benéfico para as crianças e faz marketing consciente tanto para público-alvo, que são as crianças, como para quem financia esse mercar do, que são os pais. E esses produtos nem sempre perdem apelo comercial com essa associação. Podemos citar, por exemplo, o enorme sucesso dos videogames que requerem movimento do corpo todo (e não só dos dedos).”
Fonte: www.profashional.com


Um comentário:

Qualinova disse...

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