quinta-feira, dezembro 29, 2011

FELIZ ANO NOVO - 2012




FELIZ ANO NOVO

Sonhos possuem asas.
Asas do desejo,
Asas da esperança,
Asas do amor,
Asas da fé.

Desejo que seu novo ano
seja de PAZ.

Que a ESPERANÇA
nunca o abandone.

Que a FÉ
seja sua companheira constante.

Que o AMOR
faça parte do seu dia-a-dia.

Que você nunca
abandone seus SONHOS.

Que você nunca perca
suas asas.

Hoje é um novo dia!
Um novo nascer do sol!

Um novo começo!
Uma nova chance!

Basta sonhar e acreditar!

Felicidade
Amor
Alegria
e Paz
É o que eu desejo para você.

terça-feira, dezembro 27, 2011

A Tecnologia e a Infância



A TECNOLOGIA E A INFÂNCIA
Por Marisa Abel

A tecnologia revolucionou a humanidade, mas para a criança sedesenvolver de forma natural, é preciso estabelecer algumas regras ao uso dos novos aparelhos

Celulares, iPods, aparelhos de DVD e de games, notebooks e agora também os novos tablets; a cada dia surgem novas tecnologias de encher os olhos. É impossivel ficar sem um aparelho sequer, estar desconectado da internet e das redes sociais é praticamente estar fora da nova realidade mundial. Mas o que isso tudo tem de errado para as crianças? Nada, se o acesso aos meios eletrônicos forem equilibrados com as atividades essenciais para o desenvolvimento, tanto motor quanto social e intelectual.

De acordo com a pesquisa realizada pela AVG Technologies, 6% das crianças usam primeiro um computador e somente depois desenvolvem atividades mais comuns, como amarrar os cadarços. Esses dados não surpreendem Daniel Madruga, mestre em Engenharia de Software pela Universidade Joseph Fourier, na França e diretor de tecnologia da Zaine Software. “Usar um computador é um conceito muito amplo e o desenvolvimento da tecnologia permitiu que ele pudesse denotar atividades extremamente simples, como, por exemplo, tocar em um grande botão verde. Amarrar os cadarços é, sem dúvida, algo bem mais complexo que isso.”

Para o bom relacionamento da combinação “tecnologia + infância”, Daniel ressalta que é necessário fazer uma análise dos tipos de ferramentas tecnológicas e o que elas oferecem dever ser levado em consideração. Assim como qualquer outra ferramenta poderosa, a tecnologia pode ser usada tanto para o benefício quanto para o malefício das crianças. Acho que o papel facilitador da tecnologia em educação, comunicação e lazer são indiscutíveis. “Quando analisamos alguns casos especiais, como, por exemplo, o uso da tecnologia por crianças portadoras de necessidades especiais, isso se torna ainda mais latente.”

Por outro lado, ele lembra que é importante ter em mente que ela deve atuar como complemento e não como um substituto para atividades essenciais ao desenvolvimento do indivíduo, sobretudo na infância, como o estabelecimento de relações interpessoais, o contato com materiais físicos, como água, areia, brinquedos, (reais, e não só virtuais), a experiência com livros, as atividades físicas, a produção de artes plásticas e dramáticas, entre outras.

Na mesma linha de pensamento, a psicóloga Ana Edwirges da Luz Egydio diz que a tecnologia pode ser aliada para auxiliar nas atividades do cotidiano, mas não deve ser o único meio de recreação e aprendizado e tem de ter a participação dos genitores. “Lembrando sempre que a supervisão dos pais é muito importante. São eles que devem decidir quando a criança pode usar um computador, e o que ela pode fazer. Existem softwares que são especiais para crianças com jogos educativos, eles podem ajudar no desenvolvimento de habilidades”.

Devemos sempre nos lembrar de que a criança deve fazer outras atividades, como brincar com outras crianças, correr, pular, para desenvolver seu lado social, motor, criativo e perceptivo. “Além disso, é importante que aprendam a realizar atividades concretas, como amarrar os cadarços para crescerem saudáveis e felizes”, reforça a psicóloga.

A psicóloga lembra que vivemos hoje em um mundo em que o computador se tornou o núcleo de todas as atividades humanas. “Mesmo quem não tem um computador em casa tem sua vida influenciada por ele de alguma forma. As crianças nascidas neste milênio não imaginam que já existiu um mundo sem fogão, geladeira, celular e sem computador, e usar um é uma atividade comum, pois já faz parte do cotidiano. Por ser interativo, colorido, produzir sons, o computador desperta interesse. Para finalizar, Ana explica que cabe aos pais e educadores julgarem com cuidado se a exposição que suas crianças estão tendo a ferramentas tecnológicas está dentro de níveis saudáveis ou se há algum tipo de excesso.

Além de tentar se interar sobre qual o teor dessas ferramentas, usando os mesmos critérios de julgamento que eles adotariam para qualquer outro tipo de ferramenta ou experiência, a fim de determinar se elas são adequadas ou não ao tipo de uso que as suas crianças estão fazendo delas.

OS PRÓS E CONTRAS DOS PRODUTOS E APLICATIVOS PARA CRIANÇAS

Daniel Madruga fez uma avaliação sobre como é trabalhada a criação de produtos e aplicativos para os pequenos.

“A minha percepção é de que hoje uma grande parcela dos produtos e aplicativos para crianças é criada com a mesma lógica de criação de produtos para adultos: identifique os aspectos que os fazem ter desejo de comprar, maximize-os ao máximo e faça marketing em cima disso. Isso é irresponsável e antiético, pelo fato da maioria das crianças ainda não ter um senso crítico totalmente desenvolvido e, por isso, ser muito mais influenciável que os adultos. Felizmente, também vejo hoje outra tendência, que trabalha a criação de produtos que tenham um efetivo potencial benéfico para as crianças e faz marketing consciente tanto para público-alvo, que são as crianças, como para quem financia esse mercar do, que são os pais. E esses produtos nem sempre perdem apelo comercial com essa associação. Podemos citar, por exemplo, o enorme sucesso dos videogames que requerem movimento do corpo todo (e não só dos dedos).”
Fonte: www.profashional.com


quinta-feira, dezembro 22, 2011

Feliz Natal e um bom Ano Novo


Desejo a todos os meus visitantes e seguidores, um Natal maravilhoso e um Ano Novo repleto de realizações, saúde, felicidade e muito agradeço por todas as visitas recebidas no meu blog.

I wish all my visitors and followers, a wonderful Christmas and a New Year full of achievements, health, happiness, and I am very grateful for all the requests I receive on my blog.

sábado, dezembro 10, 2011

A arte de ser feliz...



A Arte de ser feliz
(autoria por mim desconhecida)

Acorde todas as manhã com um sorriso.

Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz.

Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará.

Não o desperdice, pois você nasceu para ser feliz!

Enumere as boas coisas que você tem na vida.

Ao tomar consciência do seu valor, você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!

Trace objetivo para cada dia.

Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez. Seja paciente.

Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional, além disso o ajuda a manter a dignidade.

Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente.

Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas, nem alegrias.

Conscientize-se que a verdadeira felicidade está dentro de você.

A felicidade não é ter ou alcançar, mas sim dar.

Estenda sua mão. Compartilhe. Sorria. Abrace.

A felicidade é um perfume que você não pode passar nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.

O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor...

O tempo para ser feliz é agora.

O lugar para ser feliz é aqui!

segunda-feira, novembro 28, 2011

Aos que não casaram

Aos que não casaram...
(Artur da Távola)

Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
Como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue.
A SEDUÇÃO
Tem que ser ininterrupta...

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA

Casaram. Amo-te pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,
RESPEITO.
Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver
BOM HUMOR
Para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.

Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem, visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "sola mente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
Tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

terça-feira, novembro 22, 2011

Hortelã

HORTELÃ, CULTIVE E CONSUMA
Por Marisa Abel

Erva multiuso, a hortelã pode ser usada para diversas finalidades, sejam cosméticas, alimentícias, aromáticas ou medicinais. Conheçam quais são suas utilizações e aproveite para cultivar em casa

Na antiguidade, a hortelã já era usada para diversos fins egípcios, hebreus, gregos, medievais, romanos e até mais recentemente por americanos. De acordo com dados históricos, os árabes a utilizavam para limpar o chão antes dos banquetes, o que favorecia a estimulação do apetite dos convidados.

Já de acordo com os mitos, Minthe era uma ninfa amada por Plutão e transformada em erva para fugir da ciumentíssima mulher do deus grego. De origem mitológica ou não, fato é que a menta é uma deliciosa erva que pode ser usada das mais variadas formas e, na gastronomia, ela dá um sabor especial.

Na culinária, é ideal para ser acrescentada em molhos, saladas, carnes, quibes, geléias, omeletes e também sucos. Se o uso for medicinal, as hortelãs são dotadas de propriedades antiespasmódicas, carminativas, estomáquicas, tônicas e estimulantes. Ela pode ser utilizada também para fins aromáticos e óleos, além de estéticos.

A profa. Dra. Suzan Kelly Vilela Bertolucci do Setor de Cultura de Tecidos e Plantas Medicinais do Depto. De Agricultura da Universidade Federal de Lavras diz que existem diversas espécies, dentre as principais citam-se Mentha arvensis, Mentha piperita, Mentha spicata, Mentha pulegium, Mentha villosa.

As pesquisas informam que a espécie Mentha arvesis é produtora de um óleo essencial, rico em mentol, daí a grande utilização nas indústrias farmacêuticas, de higiene e do tabaco.

Sobre os efeitos medicinais da erva. Suzan diz que depende muito da espécie, mas geralmente é utilizada para afecções das vias aéreas superiores e flatulências, já o suco de abacaxi com hortelã é um ótimo diurético e digestivo.

CULTIVO

De fácil cultivo, você pode plantar a hortelã em casa, em vasos, as mais comuns são a Mentha crispa, folhas verde-escuras e crespas, e a Mentha spicata, num tom de verde mais claro e com folhas lisas.

O momento ideal para iniciar sua plantação é agora, embora a hortelã aceite bem todas as estações do ano, as que mais favorecem a plantação são outono e primavera.

A profa. Dra. Suzan Kelly Vilela Bertolucci informa que a erva é uma espécie exigente em adubação orgânica e propaga-se por meio de estolões.

Ambientes ensolarados favorecem o crescimento, mas elas toleram bem um leve sombreado.

PASSO A PASSO PARA MONTAR SEU CANTEIRO DE HOTELÃS

Encha um terço do vaso com brita ou pó de brita para a drenagem;
Coloque uma mistura de duas partes de terá, uma parte e composto orgânico e uma parte de húmus até a borda do vaso, após espalhe um pouco de areia;
Enterre o torrão da muda e complete com terra até cobri-lo;
Regue moderadamente.

DICAS
As ervas precisam de luz solar, pelo menos algumas horas do dia. Sem isso, é praticamente impossível cultivá-las;
Faça regas regulares, mas nunca encharque a terra;
Mantenha-as adubadas.

Fonte: Profashional Editora Ltda

quinta-feira, novembro 10, 2011

Acabe com o mofo

ACABE COM O MOFO!
Por Mirella Stivani

Viver numa casa com umidade é um perigo potencial para a saúde

O mofo é um visitante indesejável que chega a sua casa sem ser convidado. Em pouco tempo, podem se instalar em paredes, gavetas, armários, roupas, etc., deixando sua marca inconfundível. E a umidade é a principal culpada por sua proliferação.

O mofo é um fungo microscópio que se reproduz por meio de partículas vivas que flutuam no ar externo e interno de ambientes. Com o excesso de chuvas, o interior das casas e apartamentos pode ficar muito úmido, facilitando a reprodução das partículas e a formação de colônias.

Justamente por se tratar de fungos, o mofo afeta o sistema respiratório humano. “O excesso de umidade em locais fechados e pouca circulação, de ar podem facilitar a proliferação de mofo, o que pode favorecer as crises de asma e o desencadeamento da pneumonite de hipersensibilidade”, diz Dr. Bruno Baldi, pneumologista do Instituto do Coração e coordenador da Comissão de Doenças Intersticiais da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Esse risco é maior em pessoas vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes.

“O mofo pode causar sintomas de alergia respiratória como asma e rinite alérgica e em alguns pacientes também pode desencadear conjuntivite. Na asma, o paciente tem sintomas como falta de ar, tosse, aperto no peito, dificuldade de respirar e sente o peito chiar. Na rinite alérgica, os principais sintomas são entupimentos nasais, coceira no nariz, espirros, coriza principalmente do tipo aquosa, mas também pode vir acompanhada de sintomas oculares, como coceira, vermelhidão e lacrimejamento, tosse e dor de cabeça”, ensina a médica Alergologista Maria de Fátima M. Fernandes.


COMO LIMPAR AS MANCHAS

Uma mancha de mofo desaparece com aplicação de vinagre, que evita seu reaparecimento. Se você tiver roupas armazenadas dentro de um armário que está encostado numa parede com umidade, elas podem cheirar mal. Uma maneira de remover o odor é lavá-las com suco de limão (verifique primeiro as instruções de lavagem) e secá-las ao Sol. As enzimas que são assim produzidas ajudam a matar as bactérias e eliminar o mau cheiro.

COMO EVITAR O MOFO

“Em casa que entra Sol não entra médico.” Em dias de chuva, o ideal é manter pelo menos uma fresta de janela aberta em cada ambiente para favorecer a circulação do ar. Além disso, é importante retirar tudo que favoreça a proliferação do mofo, como tapetes, cortinas e carpetes das áreas de maior umidade da casa. “Isso tudo abafa e compromete a circulação do ar”, explica Anna Gomes, professora de Design de Interiores do Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões (CEPDAP).

A especialista também indica que um dos cuidados é não deixar a mobília colada na parede, deixando pelo menos cinco centímetros de distância entre o móvel e a parede para favorecer a circulação. “No caso de armários embutidos, é preciso verificar se a empresa de móvel planejado já prevê a instalação de placas de isopor na parede. Em armários já instalados, caso não seja possível a retirada para colocar as placas de isopor, basta colocá-las no fundo”, ressalta. E continua: “Esta medida não irá eliminar o mofo, mas ajudará a manter o bolor afastado das roupas por mais tempo”, finaliza.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Hora da mudança



Criança na área
Marisa Abel


HORA DA MUDANÇA
Trocar de escola no meio do ano letivo requer maior atenção e cuidados especiais para que a criança possa passar tranquilamente esta fase de adaptação

Diversos fatores levam à mudança de escola e, para as crianças, quando isso ocorre no meio do ano letivo, deve-se redobrar a atenção, pois as mudanças, quando não são programadas, podem gerar alteração de comportamento já que elas vão deixar de fazer parte de um grupo no qual estavam inseridas. Há também a troca de professores, metodologia, horários e colegas de classe.

A coordenadora do colégio E. E. Dom José Maurício da Rocha, em Bragança Paulista, Luciana Zandoná Mourão, destaca que há pontos positivos, tais como conhecer novos amigos e ter novos meios de convivência, mas o desconhecido, a insegurança quanto ao novo e o medo da rejeição são pontos a serem trabalhados. Um fator importante é amenizar a ansiedade, assim a criança pode ficar mais segura.

Viviane Verdaska, coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio São Luis, em São Paulo, informa que o primeiro passo para encarar esse início da melhor forma deve ser dado pela família. “Os pais precisam preparar seus filhos para a mudança e acompanhar todo o processo. A escola deve cuidar do bem-estar emocional do novo aluno – a criança tem de se sentir bem acolhida e motivada. Por isso, ela precisa de atenção. O bem-estar emocional pode ser gerado a partir da atenção que se dispensa ao aluno, seja na gentileza em recebê-lo, seja na preocupação em ouvi-lo contando sobre uma história, por exemplo. O acolhimento que o aluno receber vai ser fundamental para a adaptação dele no futuro”.

Joana Gonçales Gaspar passou por um momento atribulado quando, por questões financeiras, teve de transferir o filho de 7 anos de idade (Gabriel Gaspar) de uma escola religiosa para uma pública. “Essa mudança foi muito importante para o Gabriel, às diferenças eram muito grandes e ele não se adaptou. Foram meses difíceis nos quais ele ficava doente quase todos os dias só de pensar em ir pra escola”.

Com o rendimento escolar em baixa e meses seguidos de insatisfação, Joana resolveu a questão ao receber uma bolsa de 60% do colégio anterior, e seu filho voltou ao desempenho normal após retornar para a escola na qual sempre estudou. “Mandei uma carta pedindo uma bolsa ao diretor da escola, e ele não recebeu, mas quando ficou sabendo que o Gabriel (um ótimo aluno) havia saído, quis trazê-lo de volta” relata.

Mas nem sempre é a mudança a responsável pelas baixas notas. “Toda mudança gera na criança um período de adaptação social, emocional e pedagógica. É preciso observar atentamente o aluno durante esse período para não confundir adaptação com dificuldade escolar, pois nem sempre isso tem relação”, diz Viviane Verdaska.

NOVOS HORIZONTES
A jornalista Fernanda Langhammer passou recentemente por um desafio ainda maior, no meio deste ano, ela e a família se mudaram de São Paulo para o Bahrein, nos Emirados Árabes. “A mudança de escola aconteceu junto com a troca de país, portanto, além de lidar com um novo ambiente escolar, minha filha de 6 anos de idade (Cecília Langhammer Lermen) também teve de se adaptar a uma nova cultura e língua”.

Fernanda relata que o primeiro dia de aula na escola nova foi como entrar numa porta sem saber o que vai achar do outro lado. “Apesar de que, quando fazemos a visita, conhecemos a proposta da escola e seus valores, ainda é algo subjetivo e o primeiro dia de aula torna tudo real, as paredes, as cadeiras, o rosto da nova professora e colegas e se conhece a rotina., fundamental para que a criança se sinta segura. O maior receio da Cecília estava no fato de não saber o que ela precisava fazer; após conhecer a rotina, o receio do primeiro dia vai embora e a adaptação começa a acontecer gradativamente.

A jornalista diz que a maior preocupação estava com a comunicação, já que se tratava de outro idioma. Depois do primeiro dia de aula, Cecília esboçou sua vontade: “Eu queria que minha ficasse na sala para me ajudar a falar, eu gostei muito da minha nova escola e quero voltar todos os dias”. Esse começo positivo aconteceu porque houve por parte dos pais e dos professores uma preparação para a mudança, baseada em muito diálogo.

“Depois que acabou o primeiro dia de aula, ela viu que mesmo não compreendendo tudo o que era dito, ela poderia se divertir. Conhecer o espaço, os colegas, a forma como as professoras se comportam com as crianças e, principalmente, vivenciar a rotina da nova escola foi fundamental”, diz Fernanda.

Uma dica de Viviane, que é utilizada no colégio onde trabalha, é a preparação dos colegas para receber o novo aluno. “Temos como estratégia anunciar aos colegas a chegada do novo amigo alguns dias antes, sensibilizando a turma para recebê-lo. Isso gera uma expectativa boa na turma e uma vontade de ajudar aquele que está chegando. Além disso, o professor escolhe “um padrinho” por dia, durante uma semana, para acompanhá-lo em tudo: recreio, saída e demais situações. É muito importante que esse aluno permaneça acompanhado para não se sentir sozinho. Tal estratégia tem propiciado adaptações tranqüilas aos recém-chegados”.

O rendimento escolar também gera a necessidade de escolher um novo ambiente de aprendizado e trocar de escola pode ser uma alternativa para a melhora do aluno que, por algum motivo, não tem demonstrado bom desempenho. Luciana Mourão diz que muitas vezes o ambiente que não é favorável para a criança dificulta a aprendizagem, e ela não consegue se adaptar ao meio e se enturmar com os colegas.

Viviane Verdaska complementa dizendo que, quando a criança começa a apresentar problemas, não quer ir para a aula, está insatisfeita ou desmotivada, é hora de questionar e tentar descobrir os motivos: perguntar o que está acontecendo e o porquê da insatisfação é o primeiro passo. Dialogar com a escola é fundamental. “Apesar de muitas instituições possuírem um ótimo sistema de ensino, o fundamental é avaliar a felicidade da criança e observar se essa é a escola ideal para o perfil daquela criança e família”, conclui a pedagoga.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Beleza desenhada



BELEZA DESENHADA
Por Marisa Abel

Realçar a beleza dos olhos, da boca e das sobrancelhas ou corrigir pequenas imperfeições nestes pontos da face podem ser feitos com técnicas do mercado estético. Saiba o que é micropigmentação e para que serve

Arte de introduzir cor na pele, a micropigmentação (chamada anteriormente de maquiagem definitiva) vem ganhando espaço no mercado estético, e ter aquela sobrancelha bem desenhada, lábios maiores e olhos mais definidos e com mais cor deixou de ser apenas uma questão de genética.

Vanda Regina da Costa, coordenadora técnica da rede Jacques Janine e responsável nas unidades, informam que o termo maquiagem definitiva não é usado mais porque a fixação da cor e do desenho é na camada mais superficial da pele. O termo correto é micropigmentação, que deve ser retocada a cada 2 anos, em média, para manter a forma e a intensidade da cor escolhida.

A técnica pode ser usada tanto para corrigir imperfeições causadas por algum dano à pele quanto por vaidade, o importante é estar 100% seguro da utilização desse procedimento.

Para a aplicação ficar natural e esteticamente bonita, a profa. Catarina Silva, do Curso Superior de Maquiagem Profissional da Universidade Anhembi Morumbi, diz que o profissional especializado deve escolher a cor da pele, sobrancelha ou dos olhos de acordo com o tom da pele, esquecendo a versão branca, negra ou parda. “Na realidade, somos azulados, esverdeados, amarelados, acinzentados ou rosados, por isso é tão importante a escolha do pigmento correto, para não se ficar com uma sobrancelha azulou vermelha com o passar do tempo.”

Catarina diz que, para a realização da técnica, é feito um estudo com a cliente para a escolha mais indicada não só para seu rosto, mas também ao seu estilo de vida, ou à profissão que ela exerce; a sobrancelha jamais deverá ser do tamanho de uma natural, pois ficaria extremamente artificial e pesada. “Fazemos um desenho com lápis para simularmos a definitiva e, de comum acordo com a cliente, executamos o serviço de uma forma mais superficial, avisando a mesma que haverá um retorno no prazo máximo de 1 mês e só aí realizaremos o trabalho que durará 2 ou 3 anos. O mesmo procedimento é feito para olhos e boca.”

Vanda Regina recomenda a técnica nas sobrancelhas para quem tem poucos pêlos, falhas ou formato indefinido. A profissional em estética Marilia Diamantino recomenda a micropigmentação a todas as pessoas que quiserem destacar e valorizar a região de sobrancelhas, olhos e lábios, exceto GESTANTES, DIABÉTICOS, paciente com NEOPLASIA.

REVERSÃO

Marilia Diamantino informa que, se a cliente não ficar satisfeita com o resultado, há a possibilidade de fazer uma “camuflagem” com pigmento cor de pele ou neutralizador, ou ainda optar pro uma remoção a laser, que às vezes tem uma resposta satisfatória.

Henrique Trajano da Silva Neto – da Universidade Anhembi Morumbi e diretor de Marketing da Ecco Fibras e Dispositivos e especialista em Laserterapia – diz que “hoje em dia, temos no mercado opções de retirada até de tatuagem com laser, por exemplo, mas a micropigmentação, se benfeita, durará apenas 2 ou 3 anos, não necessitando de remoção”.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Qual o momento certo de parar?



QUAL É O MOMENTO CERTO DE PARAR?
Por Maria Helena Bellini

A aposentadoria não precisa significar necessariamente o fim de um ciclo, mas sim o início de um novo, repleto de oportunidades profissionais

Existem pessoas que jamais se aposentam. Foi o caso do jornalista Roberto Marinho que, no momento de se retirar de campo, para me apropriar de um jargão do futebol, iniciou uma nova empreitada como a fundação das Organizações Globo. Hebe Camargo, aos 81 anos, está plena de saúde e disposição com a estréia de seu programa em nova emissora. Afinal, a expectativa de vida no Brasil aumentou e, com os avanços da medicina e da tecnologia, é possível viver mais com boa saúde e lucidez.

MUDANÇAS POR TODOS OS LADOS

Que o aposentar-se é um momento de alteração nos aspectos sociais e emocionais, todos concordam e a repercussão poderá ser positiva ou negativa de acordo com os significados que lhe são atribuídos, isto é, conforme o indivíduo a encara, pois há diferenças nesse processo que variam de pessoa para pessoa. Segunda a psicóloga, mestranda em Psicologia Experimental pela Universidade São Paulo e membro da Academy of Cognitive Therapy e da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas, Suara Bastos, esse é um momento que pode trazer sentimentos contraditórios entre a vontade de ter mais tempo livre e o medo do tédio e da instabilidade financeira. “Infelizmente, em nossa sociedade, a palavra ‘aposentado’ ainda está relacionada ao ócio, a alguém inútil, eu não faz nada o dia todo. Esse paradgma deve ser quebrado. Pois essa fase não deve significar inatividade, mas sim ser encarada como um momento que possibilita uma revisão de vontades, desejos, valores e expectativas quanto à reestruturação na vida do indivíduo.”

SEGUNDA CARREIRA

Mesmo se o aposentado já estiver com sua independência financeira estabelecida, o momento não pode ser sinônimo de ficar assistindo à novela da tarde ou de passar horas jogando dominó na praça. Claro que se pode fazer isso também, porém o pessoal da melhor idade acredita que a vida é boa demais e muitos adoram continuar trabalhando após a aposentadoria. Para Suara, entre os benefícios emocionais, estão a manutenção da autoconfiança e da autoestima que são fundamentais para o bem-estar de qualquer indivíduo. “É aconselhável que se comece algo paralelo ainda quando se está trabalhando, para que se possa corrigir a rota, fazendo as adaptações necessárias caso esta não dê resultado ou prazer”, ressalta.

Foi o que aconteceu com Paulo Ambrósio que, ao se aposentar como economista de um grande banco, percebeu que a filha caçula, Mariella, a qual acabara de se formar em Odontologia com especialização em próteses dentarias, encontrava imensa dificuldade em achar um bom protético como parceiro profissional. Não deve dúvidas, se inscreveu em um curso técnico e atualmente trabalha lado a lado com ela. “Essa minha nova função me traz enorme prazer, pois trabalho feliz, ao lado de quem amo e juntos também proporcionamos alegria aos pacientes, pois eles saem por aí exibindo um belo sorriso”, declara Paulo.

A psicóloga confirma que “uma mente produtiva e ocupada com atividades prazerosas é essencial em qualquer idade e sob qualquer condição”.

PLANEJAMENTO

Muitas pessoas se aposentam, mas não têm como parar de trabalhar por conta do baixo valor que recebem do sistema previdenciário. Portanto, assumir o controle de seu próprio destino mais cedo é vital para se ter uma vida mais saudável e tranqüila. “Como essa fase provoca mudanças e pode gerar ansiedades no indivíduo, é fundamental que seja planejada antecipadamente, a fim de minimizar os efeitos de possíveis angústias e conflitos internos que poderão ocorrer com o término da carreira profissional. O indivíduo que não se preocupa em planejá-la tende a se sentir inseguro, frustrado e com maior tendência a depressão”, explica Suara.

O que torna a segunda carreira muito interessante é poder realizar uma ocupação de que mais se gosta, portanto, pode ser o momento de concretizar algum hobby ou outro afazer que gostaria de ter desenvolvido antes, mas por razões de trabalho, não conseguiu. E se tiver a sorte de não precisar trabalhar apenas por dinheiro, então é a glória.

VEJA A SEGUIR ALGUMAS DICAS PARA AJUDÁ-LO A SE PLANEJAR:

Identificar as paixões que movem sua vida, aquilo que gosta de fazer nas horas vagas ou hobbies. Pense bem e escolha um para se tornar permanente.

Manter a saúde em dia para conseguir explorar todas as possibilidades dessa nova carreira.

Aproveitar a vida intensamente! E lembre-se: entusiasmar-se com as novidades é ótimo, mas sem estresse.

Que tal realizar projetos no qual sua experiência profissional sirva para entusiasmar outras pessoas? Ensine o que sabe!

Para finalizar, a psicóloga Suara Bastos deixa uma mensagem aos leitores da revista Ponto de Encontro:

“O futuro é construído com nossas ações no presente, portanto, manter hábitos saudáveis, buscar novos objetivos, cuidar da saúde física, socioafetiva e emocional, são atitudes fundamentais para a qualidade de vida nessa fase.”

quarta-feira, setembro 14, 2011

Noite sem fim...



NOITE SEM FIM
Por Mirella Stivani

Dormir bem é essencial para a saúde. Saiba como combater a insônia e melhorar sua qualidade de vida

Uma noite mal dormida provoca inúmeros desconfortos: cansaço, irritabilidade, olheiras, mau humor, déficit de atenção, etc. Agora, imagine passa por isso todos os dias. Quem sofre de insônia, além de ter a saúde afetada, pode criar sonolência diurna, prejudicar a produtividade e também facilitar os acidentes com veículos e máquinas.

“A insônia é toda alteração do sono. Desde a dificuldade em dormir, manter o sono durante a noite, a acordar cedo ou cansado. Acontece cerca de 20% da população mundial”, explica Oscarino Barreto Jr., diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), médico de família e comunidade.

“Existem três tipos de insônia: a inicial (dificuldade para iniciar o sono), intermediária (dificuldade para manter o sono) e tardia (dificuldade para retornar ao sono após pequenos despertares)”, completa Joyce Macedo, neurologista do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.

CAUSA E TRATAMENTO

A insônia pode surgir por diversos motivos, como envelhecimento, mudanças no ambiente, uso de medicamentos, ansiedade, depressão e doenças pré-existentes, como as renais, cardíacas e Mal de Parkinson. “Também estão ligadas ao problema, maus hábitos para dormir, doenças respiratórias, metabólicas e parassónias, como sonambulismo e bruxismo (em menor grau)”, lembra a Dra. Joyce.

A insônia, quando não é tratada e se torna crônica, desencadeia “alterações no raciocínio e no humor, cefaléias e enxaquecas, alterações musculares, renais, cardíacas e inclusive pode causar descompensação no sistema cardiovascular”, alerta o Dr. Oscarino.

OBESIDADE

Dormir cerca de 7 a 8 horas por noite não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico, mas também metabólico. De acordo com o especialista em Metabologia, Nutrologia e Fisiologia do Envelhecimento, Mohamed Barakat, durante o sono ocorrem processos no metabolismo que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo.

Segundo ele, a privação do sono pode comprometer a produção de hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento do nosso organismo, como o hormônio do crescimento (GH). “Esse hormônio é fundamental, pois tem como principais funções manter o tônus muscular, evitar o acumulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”.

Outro hormônio, também liberado durante o sono, é a leptina, capaz de controlar a sensação de saciedade. “Pessoas que permanecem acordadas, por períodos superiores ao recomendado, produzem menor quantidade de leptina, resultando em maior necessidade de ingerir carboidratos, o que pode evoluir para a obesidade.”

BONS HÁBITOS

Muitas vezes, a insônia pode ser combatida com mudanças de hábitos. “É importante praticar exercícios físicos regularmente, exceto três horas antes de dormir, evitar ingestão de café, álcool, refeições pesadas, não assistir a televisão ou pensar em assuntos preocupantes na hora de se deitar, buscar um ambiente calmo para recolher-se e evitar o uso de medicações quer sejam naturais ou controladas. Se necessário, o médico recomendará o uso de algum remédio, mas por período restrito de tempo”, finaliza o Dr. Oscarino.





sexta-feira, setembro 02, 2011

Inverno pede sopa

INVERNO PEDE SOPA
Por Marisa Abel

Quando bate aquele friozinho, já vem à tona a lembrança de uma sopa para esquentar. Confira abaixo a importância nutricional que elas possuem e saiba preparar as melhores combinações

As sopas além de nos aquecerem no inverno, ainda proporcionam uma vida mais saudável, já que os alimentos inclusos nelas promovem benefícios nutricionais que são excelentes para manter a boa saúde. A nutricionista Priscila Cristina A. Oliveira destaca que “essa preparação pode nos fornecer uma enorme variedade de nutrientes, além de ser um alimento de baixo valor calórico e, quando acrescentados legumes, torna-se rico em vitaminas, minerais, fibra alimentar, antioxidantes e água, promovendo assim o melhor funcionamento do organismo”.

Para muitas pessoas, ingerir saladas no inverno é mais difícil, por esse motivo Martha Amodio, nutricionista na clínica Stesis, informa que a sopa é uma ótima opção. “Além de podermos utilizar os legumes, os tubérculos e as raízes para prepará-las, também é bastante interessante, no momento de servir, colocar a verdura crua no prato e colocar a sopa quente por cima. Além disso, podemos utilizar as ervas como tempero, para incrementar ainda mais o valor nutricional.”

Como tudo na vida tem de ter equilíbrio, preparar uma sopinha não poderia ser diferente e Martha dá a dica: “No momento de fazer uma sopa, tem de se ter em mente três princípios básicos: a textura, o sabor e o equilíbrio em nutrientes. A combinação dos principais alimentos deve ser feita com base nos três principais grupos: 1. Grãos, cereais e pães, 2. Alimentos ricos em proteínas e 3. Legumes e verduras. Este último pode ter mais de um alimento”. A nutricionista destaca também que se deve tomar cuidado com a quantidade de sal e gordura.

Muita atenção na hora de preparar, o ponto ideal é quando os legumes já estão cozidos, porém não atingiram o estágio quase desmanchando, o correto é quando estão mais durinhos. Dê preferência na utilização de alimentos naturais e da época.

Sobre a substituição de uma refeição de uma refeição pelas sopas, Martha diz que se pode ingeri-las tanto como entrada, no lugar da salada, neste caso não precisa ser uma sopa completa, com os três principais grupos de alimentos, ou então ser consumida no lugar da refeição (almoço ou jantar), mas aí tem de ser completa.

A nutricionista Priscila destaca que os benefícios nutricionais são diversos. Confira alguns deles:

As vitaminas e os minerais são essenciais, pois fazem parte da composição de várias estruturas, como órgãos, músculos, ossos e sangue.
As fibras alimentares facilitam o esvaziamento intestinal, permitindo que as bactérias dos nosso intestino façam o seu trabalho de eliminação o mais rapidamente possível.
Os antioxidantes funcionam como protetores do organismo, porque impedem o desenvolvimento anormal de células que podem das origem a cancros no sistema digestivo.
A sopa contribui significativamente para o abastecimento das nossas necessidades diárias de água.

MELHORES COMBINAÇÕES

Vale abusar da imaginação na hora de preparar uma sopa bem encorpada e saborosa, mas para auxiliar na coordenação dos ingredientes, Martha dá algumas dicas:

1. Sopa de feijão preto com couve manteiga e macarrão integral ou arroz integral.
2. Creme de legumes com caldo de carne ou frango (caseiro).
3. Sopa de legumes com carne em cubos.
4. Sopa de mandioquinha com shimeji ou shitake.
5. Canja de galinha com arroz integral.
6. Sopa de grão-de-bico com legumes e espinafre.

Para finalizar, a nutricionista Priscila acrescenta: “Incorporar a sopa em sua dieta alimentar é um ótimo recurso, pois além de ajudar no processo de emagrecimento, possui propriedades diuréticas, ajudando assim em algumas patologias, como a hipertensão”.

segunda-feira, agosto 22, 2011

Dando a volta por cima, desempregado

DANDO A VOLTA POR CIMA, DESEMPREGADO

Dicas de como se comportar quando se fica desempregado.

Espero que minha experiência nesta área possa ajudar àqueles que em algum momento passar pela situação de estar fora do mercado de trabalho, por qualquer motivo que seja.

Sempre acreditei que pessoas competentes e com vontade de trabalhar não ficam sem trabalho. Também tenho a certeza que as coisas só podem ser boas para os dois lados envolvidos.

Ocupava eu a posição de gerente administrativa e comercial de uma indústria de montagem de painéis elétricos em Contagem-MG, já há quatro anos.

Fizemos uma excelente venda, porém o cliente só pagou 50% do que devia gerando com isso enormes problemas financeiros.

Reunimo-nos para decidir as medidas a tomar para passar por esta tempestade.

Precisávamos cortar despesas e o setor onde estas eram mais altas eram no setor de pessoal, naquele momento cabeças precisavam rolar.

Após diversas considerações, principalmente o fato de termos nossa capacidade de industrialização em seu melhor momento, com muitos pedidos em casa, cheguei à conclusão que a pessoa que deveria ser dispensada era eu mesma.

Não tinha medo disso e naquele momento era o melhor para a empresa. Vejam acima, no segundo parágrafo, algumas de minhas crenças.

Estava estruturando a empresa para sair e montar uma filial em Salvador, já que meu maior objetivo era voltar para a Bahia, terra que havia me apaixonado quando morei lá. Sem grana a empresa não poderia montar esta filial. Havia implantado a ISO 9001, um depto. de vendas e diversos processos que indicavam que a empresa poderia andar sem minha presença.

É claro que mesmo ganhando bem tinha certeza que dava lucro para a empresa, mas o meu era o maior salário e cortando este daria certa folga naquele momento crítico.

E aí o que fazer desempregada? Nem no sonho imaginava que isto iria acontecer... Vejam como foi isso:

Primeiro precisava assimilar a idéia, e isto teria que ser rápido;

Depois pensar no que tinha que pagar. Tinha diversos compromissos financeiros: duas filhas na faculdade (o ex-marido, pai das duas não ajudava em nada) estava fazendo MBA por conta própria no IBMEC, pagava prestação de carro, de apartamento, ajudava meus pais. Enfim as despesas eram grandes;
Estudar minha situação financeira para ver como cumprir com os compromissos. Não tinha carteira assinada, portanto nada de FGTS. Se eu estava saindo porque a empresa estava com problemas financeiros é claro que meu acerto foi com pagamentos parcelados.

Isto sem falar que boa parte de meu pagamento era comissão, e a parcela referente à venda que causou tudo isto foi por água abaixo na parte que não haviam recebido e eu já contava com tal comissão;

Planejar o que fazer naquele momento, como chegar ao futuro sem muita dor de cabeça;

Estruturar-me emocionalmente para ficar um tempo em casa. Tinha 47 anos, o que sabia iria dificultar minha entrada nas empresas.

Aí fiz o seguinte:

Tinha consciência que ficar em casa sem fazer nada iria com certeza abaixar meu moral e aumentar minhas preocupações.

Precisava urgentemente ter alguma atividade para o período sem emprego.

Como tinha planejado ser palestrante quando me aposentasse, ou seja, deixasse de trabalhar só para uma empresa por vez, pensei que estava na hora de planejar melhor tal atividade.

Rapidamente enxerguei que para conseguir ter sucesso nesta atividade precisava escrever um livro, o que me daria muito mais credibilidade.

Assim, durante dois meses procurei algumas pessoas que poderiam me ajudar a me recolocar no mercado e escrevi um livro. Foi uma experiência fantástica, ler livros novos, reler outros que achava importantes, pesquisar na internet e em bibliotecas.

Enfim, quando vi estava com um emprego arrumado e há dois meses trabalhando uma média de 16 horas por dia de domingo a domingo escrevendo o livro.

Deixo as seguintes dicas:

Primeiro não se deixe abater pelo desespero, as empresas não querem saber que você precisa delas, querem saber o que pode fazer por elas;

Saiba que empresas que só empregam pessoas que estão precisando de trabalho, aqueles coitadinhos, não querem pagar o que valem. Empresas que querem profissionais competentes e que pagam o que estes merecem, buscam no mercado aqueles que podem ajudá-las a crescer;

Jack Welch, ex CEO da GE e considerado o maior executivo do século passado, diz que 10 % dos profissionais nas organizações estão prontos para serem mandados embora. Então, se você foi dispensado porque a empresa precisava diminuir o número de colaboradores em algum momento de crise, provavelmente fazia parte destes 10%. As estrelas, aquelas que ajudam a empresa a ir para frente ficam.

Mesmo em momentos de crise. Analise onde errou. Veja como estava agindo nos últimos tempos em seu trabalho. Aprenda com seu erro!

Organizações precisam dar lucro e, portanto não podem ficar olhando o que você fez no passado, precisam ver quais são seus resultados no momento;

Monte uma estratégia para passar pelo processo de seleção. Alguns levam meses e o que mais tira pessoas de vagas onde com certeza poderiam ter sucesso é o lado psicológico e não o conhecimento. Você precisa falar a verdade, mas pode mudar a sua forma de ver esta verdade e assim conseguir reverter à situação. Evite ser um derrotado. Procure mostrar que aprendeu com o erro e cresceu como profissional. Seja um otimista e não um pessimista. Mostre o que pode fazer de bom pela empresa;

Converse com ex-colegas e ex-chefe descubra onde errou e mude para melhor. Dizem que pau que nasce torto morre torto. Já que você não é pau pode mudar. Só não erra quem não faz!

Coloque o poder de seu subconsciente para trabalhar para você. Imagine como deve ser seu emprego ideal. Peça tudo que achar importante. Acredite, você merece! Só não peça pensando somente em você, porque negócios bons para um lado só, acabam.

Não fique lamentando o que passou, senão não vai enxergar as novas oportunidades que irão aparecer;

Peça ajuda. Procure as pessoas que você acha que pode te ajudar e ofereça trabalho. Mas tome cuidado porque ninguém irá te indicar se não confia em você.

E tenha sucesso!
Sonia Jordão

segunda-feira, agosto 15, 2011

Dia do Solteiro(a)


Solteirice não é sinônimo de solidão
Ceci Akamatsu

Ao pensarmos rapidamente, associamos o "estar solteiro", ao simples fato não ter um parceiro afetivo. Porém, se olharmos mais profundamente, perceberemos como muito mais coisas podem estar por trás dessa palavra. Quando ouvimos que alguém está solteiro, diversos sentimentos podem passar em nossa cabeça: para alguns denotará algo alegre, como diversão, farra, liberdade. Para outros, serão associados significados mais tristes, como solidão e sensação de que falta algo, de estar incompleto. Estar solteiro é um estado civil no mundo externo, no seu significado convencional, mas em nosso mundo interno pode ter vários sentidos.

CONSEQUÊNCIAS DE NOSSAS ESCOLHAS

Muitas pessoas acham que a solteirice deve ser um estado transitório, um momento em que nos preparamos para ter um par, como se ter um relacionamento fosse o objetivo de se estar solteiro. Essa é justamente uma das causas do sentimento de solidão que muitas vezes sentimos quando estamos solteiros. Se partimos do princípio que nosso objetivo é encontrar alguém, criamos o sentimento de falta dentro de nós. Ter vontade e querer encontrar um parceiro é diferente de ter isso como objetivo, como algo que precisa acontecer em nossa vida. Portanto, solteirice e solidão só estão associados quando assim escolhemos.

Basta lembrar que podemos nos sentir solitários mesmo estando em um relacionamento. O sentimento de solidão e de falta são consequência das escolhas que fazemos em relação ao modo como queremos vivenciar nossa vida. Estão longe de ser causadas pelo que está fora de nós, como pelo fato de não ter um parceiro amoroso.

Há quem não goste de estar solteiro e reclame da falta de uma companhia, de alguém para dividir sua vida. Tais pessoas sentem-se muito mal e perdem até a vontade de sair de casa e de participar de atividades sociais, afinal estão todos acompanhados e estar só é uma situação constrangedora. De fato, existe uma pressão externa das pessoas, quase como uma regra que exige que tenhamos um par afetivo, como um pré-requisito de ser um pessoa normal ou bem sucedida. Principalmente a partir de certa idade, é quase uma obrigação ter um parceiro. Porém, nós é quem escolhemos acatar ou não essa regra social. Não há certo ou errado, mas se escolhemos acatá-la, escolhemos também vivenciar o mal-estar que essa escolha representa ao estar só, e portanto teremos de arcar com os sentimentos de frustração.

Será que estar solteiro realmente é algo assim tão difícil para a vida social, ou somos nós quem colocamos muito peso e valor à regrinha de "ter que" possuir um parceiro?

DISFARCES, MEDO E APRENDIZADOS PESSOAIS

Se para muitos estar solteiro é visto como algo negativo, para outros é sentido como sinônimo de liberdade. Ainda que aparentemente quem percebe a solteirice de modo positivo esteja bem resolvido, isto não necessariamente é verdade. Toda a movimentação social e convicção ao dizermos que preferimos estar solteiros podem ser simplesmente uma disfarce para o medo e para a fuga dos relacionamentos mais profundos. A constante companhia de outras pessoas, ou os seguidos relacionamentos românticos superficiais podem não ser uma escolha de curtir a vida desta maneira, mas distrações que refletem a fuga em lidar com nossas próprias dificuldades de relacionamento. As pessoas costumam dizer que os relacionamentos são difíceis, mas os relacionamentos são relacionamentos, nem fáceis nem difíceis. Somos nos quem ainda não aprendemos a lidar com eles e conferimos a eles essa qualidade. A dificuldade está em nós e não na relação. Se a outra pessoa é difícil, ela nada mais é do que um reflexo de nossa própria falta de habilidade em nos relacionar.

Como saber se estamos nos deixando levar pelas pressões internas ou externas e deixando de fazer nossas verdadeiras escolhas? Geralmente os sentimentos autênticos e disfarçados se misturam e cabe a nós utilizar toda a nossa honestidade com nós mesmos para reconhecer o quanto estamos nos iludindo. Só mesmo cada um de nós lidando individualmente com nossa verdade mais profunda pode descobrir isso. Pode ser estranho, desagradável e até dolorido reconhecer como nós nos enganamos. Podemos sentir vergonha e culpa em assumir, nem que seja para nós mesmos, aquilo que consideramos "fraquezas" ou "fracassos", mas que na realidade são apenas nossos desafios e aprendizados pessoais.

Não importa se estamos sós ou acompanhados, enquanto nosso foco estiver na opinião das pessoas, na existência ou não de um parceiro afetivo, ou em qualquer outra coisa lá fora, estaremos continuamente sujeitos aos sentimentos de insegurança e frustração. Podemos sim, enquanto solteiros, verdadeiramente nos preparar para um novo relacionamento e curtir a vida social e relacionamentos mais superficiais, porém, isso só é possível quando é uma escolha verdadeira e sincera com nós mesmos, e não uma resposta às nossas carências e pressões externas, ou uma fuga de nossas questões mal resolvidas internamente.

Se soubermos reconhecer o que efetivamente se passa dentro de nós, saberemos curtir a nossa individualidade e estaremos felizes, independente do estado civil!

quarta-feira, agosto 10, 2011

Elegância

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!




terça-feira, julho 26, 2011

Beijar é bom...

BEIJAR É BOM...
Por Mirella Stivani
Mas pode transmitir algumas doenças, como a mononucleose

O beijo é uma forma de demonstrar amor, carinho e atração entre duas pessoas. Ma esse momento de intimidade, infelizmente, pode também ser transmissor de algumas doenças, entre elas, a mononucleose.

Uma gota de saliva contém cerca de bilhões de bactérias. “Quando ocorre um beijo, há troca de microorganismos causadores de doenças. Esses males bucais não são determinados apenas pela presença de vírus ou bactérias nativos. Outras doenças mais agudas podem se desenvolver pouco tempo após a transmissão bacteriana e viral que ocorre pelo beijo: faringite, laringite, amigdalite, herpes labial, mononucleose, hepatites A e B, HPV, meningite, candidíase, gripe, tuberculose, sífilis, dentre outras”, alerta Maristela Lobo, mestre e doutora em Odontologia.

A especialista destaca que pessoas com feridas nos lábios, mau hálito, dentes mal cuidados e sangramento gengival devem evitar o beijo até que os tratamentos adequados sejam realizados. “Outra duvida muito comum é se o beijo pode transmitir a AIDS. A saliva não transmite o vírus, mas, se o beijo acontece entre duas pessoas que têm gengivite, ou qualquer outro ferimento na boca, o HIV pode penetrar na corrente sanguínea”, alerta ela.

É impossível prevenir qualquer doença bucal indo com freqüência ao dentista e mantendo a boca saudável e livre de bactérias. “A higiene bucal mecânica, realizada com fio e escova dentais, é a única capaz de desorganizar e destruir as colônias de bactérias (placa bacteriana), que causam as doenças bucais”, ressalta Maristela.

DOENÇAS DO BEIJO

A mononucleose infecciosa, conhecida como doença do beijo, é muito contagiosa e causada por um vírus da família do herpes chamado Epstein-Barr (EBV) e transmitida pela saliva. É mais comum em adolescentes e adultos jovens e se caracteriza por febre, mal-estar físico, dores de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação do fígado.

Como se trata de um vírus, é importante que os possíveis infectados alimentem-se bem, durmam pelo menos oito horas por dia e até mesmo consumam complexos vitamínicos. “Isso vale também para outras doenças que podem ser transmitidas pelo beijo, como a tuberculose, a hepatite, a sífilis e as sexualmente transmissíveis”, explica Cícero Lascala, mestre e doutor em Diagnóstico Bucal pela USP (Universidade de São Paulo) e titular da Clínica Holística Lascala.

Na mononucleose, a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro. Outro sinal característico da mononucleose é o aumento do baço.

Com é uma doença causada por vírus, não há tratamento disponível para a mononucleose. O médico pode receitar medicamentos (como analgésicos ou antitérmicos) que aliviem os incômodos causados pelo problema. Se o paciente estiver com o baço aumentado, recomenda-se repouso para não ocorrer ruptura do órgão.

quinta-feira, julho 14, 2011

Alimentação adequada é o segredo de boa saúde



Alimentação adequada é o segredo da boa saúde
Acabando com o segredo: o que é gostoso faz mal?

Alimentação adequada! Ai, ai... Logo vem à cabeça comer folhas e mais folhas, ou melhor: ar, água e alface. E aquele bife suculento que tanto gosto, está fora?
E ovos? Queijos? Nem pensar? Os conceitos de boa alimentação estão mudando. Há quem prefira ficar contando calorias, passando fome e se privando de muitos alimentos. Isso funciona? Até que funciona. Mas até quando você vai conseguir se manter com essa alimentação? Somente até emagrecer, e depois chega?

A alimentação moderna está acabando com o nosso corpo e a nossa saúde. Para se ter um exemplo prático, compare a sua pele com a da sua avó. É claro que pelos anos vividos, a de sua avó estará com flacidez, estrias e rugas mais evidentes. Mude o enfoque para a qualidade da pele: a da sua avó deixa a sua na poeira. Por que isso? A resposta é uma alimentação de melhor qualidade e maior atividade física diária. Não que elas se matavam em academias, mas na época delas não existia a comodidade de hoje, nem supermercados com uma infinidade de produtos a disposição, e muito menos locais específicos para se exercitarem. É que tudo o que queriam fazer, elas mesmas tinham que fazer.

Hoje não, basta apertar um botão e a máquina faz para você.

A doença obesidade, geralmente acompanhada da má alimentação e sedentarismo, vem quase sempre acompanhada de aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos (as gorduras do sangue), de pressão alta, diabetes, hipotireoidismo e acúmulo de gordura principalmente na região abdominal, das pernas e dos quadris.

Comer bem deve fazer parte da nossa vida não só para quem quer emagrecer. Existem muitas pessoas magras com as mesmas alterações do sangue das pessoas obesas, quando não muito piores. Em outras palavras, obesidade significa aumento de gordura corporal, não necessariamente de peso. Veja o exemplo do ator austríaco e governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger. Ele pode até medir 1,88m e pesar seus 108Kg, mas este peso é resultado de excesso de gordura ou de massa muscular? É claro que da segunda alternativa.

Quando você emagrece em peso, elimina-se massa muscular e gordura. Quando você emagrece em gordura, elimina-se apenas gordura, e a massa muscular se mantém. E isso é o que você quer. Pense que, ao emagrecer, a saúde vem em primeiro lugar. A estética deve ser apenas conseqüência, não objetivo.

Os alimentos que mais estimulam o acúmulo de gordura corporal são os carboidratos refinados e industrializados e as gorduras do tipo trans (uma gordura sintética). Citando alguns deles: arroz branco, açúcar branco, massas brancas, pães brancos (o pão francês é rico em gordura trans), farinhas brancas, sorvetes de massa, pipocas de micro-ondas, chocolates, doces, salgados, e muitos outros. Quanto mais se consumir esses tipos de alimentos, mais gordura corporal se acumulará.

E as gorduras saturadas contidas nas carnes e queijos? E os ovos? E os produtos lácteos? E as carnes de peixes e de aves? E os óleos vegetais? Esses alimentos contêm proteínas, colesterol, gorduras saturada e insaturada. Isso não aumentará as gorduras do sangue? Aumentará se você os consumir associados a qualquer carboidrato ou gordura trans.

Um exemplo: se você comer bife e ovos com salada de folhas, não. Mas se comer bife e ovos com arroz, batatas e mandioca, sim. Então isso significa que nunca mais vou poder comer carboidratos? É claro que poderá comê-los, mas em pequenas quantidades diárias, dependendo de seu estado de saúde geral. Para se ter uma idéia, um hambúrguer com batatas fritas e um refrigerante normal, só em carboidratos, possui 190 gramas. A porção diária de carboidratos deveria ser de apenas 60 gramas. Percebeu o excesso? Naturalmente, comemos muito mais que essa quantidade, e diariamente.

Se você fizer uma dieta cortando as gorduras, em conseqüência cortará também os alimentos ricos em proteínas, pois os alimentos ricos em proteínas contêm gordura em sua composição. Logo, se está cortando as gorduras e as proteínas, o que sobrará para você comer? Carboidratos, claro, e quanto mais você os come, mais gordura corporal se acumulará. O que fazer então? Coma mais alimentos ricos em proteínas e gorduras insaturadas (os óleos vegetais e os peixes e frutos do mar são ricos) e pouquíssima gordura saturada (corte a gordura visível das carnes), com doses limitadas de carboidratos ao dia. Esses alimentos farão melhorar o nível sangüíneo das gorduras, a pressão do sangue se normalizará e a gordura corporal acumulada será utilizada como fonte de energia. Dessa forma, você emagrecerá e com saúde.

Não vá apenas cortando alimentos. Uma avaliação médica e nutricional detalhada é o caminho. Além da alimentação inadequada, a obesidade pode ter um fundo psicológico, geralmente ligado a quadros de ansiedade e depressão. Aí entra também o psicólogo ou o médico psiquiatra. Mas não só isso. A atividade física também faz parte do tratamento, sempre com avaliação de um profissional de educação física. Casos de infertilidade ou também da síndrome do ovário policístico podem acompanhar o quadro geral, bem como a apnéia do sono e ronco, asma, e em casos extremos, até certos tipos de cânceres. Não esqueça dos derrames cerebrais, dos ataques cardíacos e ainda, problemas ortopédicos e dermatológicos.

Infelizmente, a obesidade não existe cura, e sim tratamento, e para toda a vida. Trate-a. Mude de vida e de hábitos (ou vícios) alimentares.

Daniela Hueb é médica nutróloga
Para saber mais, acesse: www.clinicadanielahueb.com.br

segunda-feira, julho 04, 2011

O poder da gentileza



O PODER DA GENTILEZA
Delicadeza, amabilidade, cortesia, compaixão...
Sentimentos bons nunca saem de moda e deixam à vida de todos indiscutivelmente melhor

Você sente que sua vida falta um pouco mais de alegria? Pois sabia que pequenos gestos podem provocar grandes transformações. Estudos mostram que gentileza traz felicidade a quem pratica. Em um estudo da Universidade da Califórnia, a psicóloga Sonja Lyubomirsky pediu aos participantes que praticassem ações gentis durante dez semanas. Todos registraram aumento na felicidade durante o estudo.

Os que praticaram ações variadas, atitudes simples do dia a dia, como se oferecer para ajudar a lavar a louça, fazer elogios ou segurar a porta aberta para um estranho passar, registram níveis mais altos e duradouros de felicidade, em comparação com quem repetiu sempre a mesma atitude indiferente aos outros.

“Quando somos empáticos, tendemos a nos colocar no lugar da outra pessoa, a ver o outro como um ser humano como nós: com sonhos, problemas, necessidades, dúvidas, medos, qualidades, defeitos, etc. Ser gentil é antes de tudo ser capaz de perceber as necessidades dos outros. Quando dizemos ‘bom dia’ a alguém, estamos não apenas sendo corteses, mas também estamos atendendo a uma necessidade humana de ser visto, percebido por seus iguais. Quem tem a consciência de que há necessidades humanas comuns a todos nós consegue ser gentil”. Defende Angelita Corrêa Scardua, psicóloga, mestre da USP/SP, especializada em Felicidade e Desenvolvimento Adulto.

SOBREVIVÊNCIA DO MAIS GENTIL

Uma teoria publicada pelo professor San Bowles, do Instituto Santa Fé (nos Estados Unidos), chamada de “sobrevivência do mais gentil”, afirma que a espécie humana sobreviveu graças à gentileza. Segundo Bowles, os grupos altruístas cooperam e colaboram mais para o bem-estar do próximo e da comunidade, a fim de garantir a sobrevivência.

“Acredito que a gentileza tem o poder de mudar o mundo interno e externo dos seres humanos. Ser gentil pode ser uma filosofia de vida que considera o outro como um ser merecedor de sua atenção, pois é composto de sentimentos semelhantes ao seu. Mas, no entanto, para ser gentil, eu preciso estar bem comigo mesmo. Do contrário, não conseguirei externar as atitudes benéficas que compõem a gentileza. Ser gentil é não se deixar levado pelo impulso, pelo mau humor alheio, é não ser reativo e sim manter ma postura que pode alcançar uma atmosfera de paz interior e exterior. Ser gentil é ser educado, é ter respeito por aqueles que cruzam o nosso caminho. Gentileza nunca é demais”, defende Messias de Oliveira, psicólogo da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).

SER OU NÃO SER

É difícil medir se estamos mais ou menos gentis que os nossos antepassados, mas a verdade é que muitas pessoas acabam segurando seus impulsos com medo de estar trocando o campo da gentileza pelo da bondade excessiva, a famosa expressão “fazer papel de bobo”. “Isso só ocorre quando nos sujeitamos a querer ser sempre perfeitos, certinhos e bonzinhos. Nesses papéis, tendemos a nos esforçar para satisfazer os interesses alheios, e isso não tem nada a ver com gentil. Ser gentil tem a ver com respeito e consideração por nós mesmos e pelos outros!”, acrescenta Angelita.

O psicólogo Messias sofreu um acidente aos 14 anos e ficou tetraplégico. A experiência que poderia deixá-lo amargurado, pelo contrário, mostrou novas possibilidades e ele descobriu que de fato gentileza gera gentileza e ninguém precisa ter medo ou vergonha de fazer o bem. “Deparei-me com minha fragilidade, quando de repente as coisas básicas se tornaram tão distantes do meu alcance, pois meu corpo, que tanto valorizava pelo seu vigor físico, não mais atendia a meus desejos após o evento traumático pelo qual passei. E foi aí que encontrei pessoas que não me conheciam, mas que mostraram um carinho que invadiu minha alma e comecei a acreditar que o amor é o melhor caminho e que eu nunca poderia perder a chance de expressar um sorriso, uma palavra amiga, um olhar solidário, um ato gentil, para quem porventura precisasse. Procurando ser gentil, consegui transformar ambientes hostis em lugares onde me sentia em paz, porque não me deixei levar por algumas ações ruins de algumas pessoas. Mostrei a elas, e a mim mesmo, que a amizade só faz bem”, finaliza Messias.

quinta-feira, junho 16, 2011

Saiba identificar e combater bullying nas escolas




Saiba identificar e combater o bullying nas escolas
Ele não deve se visto como brincadeira e pode trazer consequências mais sérias
Por Roberta Vilela


"Na sala de aula, jogavam bolinha de papel na minha cabeça, não me deixavam participar de nenhum grupo, me imitavam, pois eu gaguejava quando criança. Era sempre um grupo de meninos que fazia isso. A cena que me magoa até hoje lembrar foi quando dois meninos acharam um pedaço de fio de cobre atrás da escola e me bateram com ele", o depoimento é de Lídia Eliane Canuto de Souza, 30 anos, residente de Ribeirão Pires, interior de São Paulo.


O que aconteceu no passado com ela e que permanece no cotidiano de diversas crianças e adolescentes em escolas do mundo todo é a prática denominada "Bullying". O termo de origem inglesa é, por definição, qualquer tipo de comportamento agressivo praticado intencionalmente por uma pessoa ou grupo de forma repetida contra alguém, sem motivação específica ou justificável, causando danos psicológicos, dor emocional e física (se a agressão envolver contato físico).


Segundo a ONG "Learn Without Fear" (Aprender Sem Medo), 350 milhões de crianças e jovens são vítimas de bullying anualmente em todo o mundo. O pediatra e um dos autores do livro "Diga não para o Bullying", Aramis Lopes Neto, aponta que atitudes violentas dentro da escola geram muita preocupação, pois interferem na formação do indivíduo e deixam sequelas, principalmente para as vítimas.



No caso de Lídia, ela diz que o bullying contribuiu para diminuir sua autoestima e fazer com que tenha dificuldade em confiar nas pessoas e de se relacionar.
O bullying não pode ser encarado como uma brincadeira ou provocação natural entre crianças e adolescentes e merece atenção para ser prevenido e combatido. Conheça agora esse fenômeno social, suas causas, consequências e quais são as medidas necessárias para diminuir a incidência desse tipo de comportamento.


Tipos de bullying
Há várias formas de manifestar o bullying. A prática pode ocorrer da forma direta, quando a agressão é feita contra o seu alvo por meio de apelidos, exclusão do grupo, agressão moral ou física.


O bullying pode ser também indireto, envolvendo furtos, fofocas e até mesmo, o cyberbullying, aquele que usa a internet, celular e outros meios do mundo digital para divulgar as ofensas - sites caluniando as vítimas, vídeos disseminados com situações embaraçosas e fofocas circulam pela rede numa velocidade impressionante. Segundo uma pesquisa recente feita pela Universidade de Valência, na Espanha, entre 25 % e 29 % dos adolescentes sofrem bullying via telefone celular ou internet.


Além disso, as provocações podem começar presencialmente e evoluir para o ambiente virtual, como conta a professora do Ensino Fundamental da Rede Municipal do Rio de Janeiro, Cristiane Mesquita. "Uma aluna nossa recebia ameaças e xingamentos, que eram divulgados na porta do banheiro da escola. Depois, isso se repetiu numa rede social na internet. A mãe, completamente assustada, foi à escola e nós a orientamos a procurar a justiça.



A direção convocou o responsável pela agressora, que pediu desculpas à garota. Só então a mãe desistiu de denunciar", relembra.
Em geral, o modo de manifestar o bullying varia entre os meninos e as meninas. Entre eles, ocorrem mais agressões físicas e exclusões do grupo, na hora de jogar bola ou no recreio, por exemplo. Enquanto entre elas, a prática envolve fofocas, difamações e dominação, sem no entanto, excluí-las do grupo.


Consequências duradouras
Os estragos das agressões ilimitadas são visíveis tanto na vida pessoal dos agredidos como na escolar. De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicado pela American Psychological Association, a vítima típica de bullying sofre de depressão e ansiedade com maior frequência.


Dentre as vítimas é comum a ocorrência de baixa autoestima, pensamentos suicidas e dificuldade de se relacionar amorosamente e profissionalmente. Já os agressores, levam a agressividade para a idade adulta em casa e/ou no trabalho, não conseguem estabelecer relações longas e nem regularidade no trabalho.


O lema "passou de ano está bom" só serve para pais omissos. Os pais devem estar atentos se o seu filho tem amigos, se conhece pessoas que sofrem alguma agressão ou se ele mesmo é intimidado na escolaCarlos Eduardo de Camargos, 30 anos, morador de Ceilândia no Distrito Federal, amarga até hoje as consequências de ter sido uma vítima de bullying.



Por causa disso, ele adquiriu fobia social, depressão, temperamento explosivo e distimia. "Ainda tenho dificuldades em confiar nas pessoas, falta de coragem de encará-las e medo de enfrentar os erros", diz Carlos.


Reconheça um agressor
Os agressores costumam ser figuras populares na escola, são agressivos com os colegas, professores, pais e, normalmente, trazem consigo um grupo de seguidores. "Eles precisam dessas pessoas que os apóiam e se submetem a eles e, dessa forma, a responsabilidade pela agressão é dividida", ressalta Aramis Neto.


Ao contrário dos agressores, as vítimas, geralmente, têm (ou desenvolvem) baixa autoestima, se isolam do grupo e têm poucos amigos. As vítimas também apresentam algumas características físicas que as tornam alvos, como por exemplo: magreza, excesso de peso, timidez, ou outra característica acentuada. "Além disso, as vítimas apresentam sinais de depressão, ansiedade e baixo rendimento escolar", explica o pediatra.


O especialista acrescenta que, em casa, eles se isolam no quarto, demonstram irritabilidade com os pais, pois não se sentem apoiados, choram com frequência e, geralmente, inventam desculpas para faltar aulas e não ficar no ambiente em que estão sofrendo.

Vítima ou agressora?
Algumas características sinalizam se alguém pode ser um provável alvo de bullying. É importante observar as crianças muito infantilizadas ou muito protegidas, que não conseguem se impor ou serem ouvidas dentro do grupo, ou aquelas que ouvem frequentemente frases desestimulantes no ambiente familiar como "você só me traz problemas", adverte o Aramis.


Já os agressores vieram de uma família que usa a violência como forma de autoridade, com pais ou mães que não expressam amor ou afeto pelos filhos ou que cresceram em lares em que todos os comportamentos eram aceitos. "Eles não sabem ouvir, principalmente, a palavra não", avisa o especialista.


Como tratar as sequelas
Tanto as vítimas como os agressores de bullying precisam de ajuda psicológica. De acordo com a psicóloga Rita Romaro, o primeiro passo é conseguir identificar o que está acontecendo e qual foi a gravidade da ofensa ou agressão.


Para as pessoas que sofrem o bullying, a psicóloga recomenda até a mudança de escola, quando o caso é muito grave, além da terapia. "Mesmo que o bullying pare, a criança continua sendo discriminada na escola. Para ela não adquirir aversão ao ambiente escolar, o melhor mesmo é a mudança", ressalta Rita.


Para crianças menores, a terapia pode ser na forma de "ludoterapia", que envolve brinquedos e conversa. Esse trabalho é eficaz, melhora a autoestima da vítima e a criança aprende a lidar melhor com suas emoções.


Já no caso dos agressores, o mais importante é identificar o que está por trás da agressão: se ele sente prazer na dor do outro ou se ele apenas repete o que ele vivencia ou vê em sua própria casa. É possível que os praticantes de bullying tenham um possível transtorno de conduta e que, mesmo com a terapia, não tenham resultados tão bons quanto os das vítimas. "A importância desse método, nesse caso, é que a família pode ser ajudada e pode aprender como lidar com essa criança", explica a especialista. Ela recomenda terapia familiar em alguns casos.


A criança que apresenta algum transtorno de conduta costuma fazer o outro sofrer e sente prazer nisso, mentir e inventar histórias, não respeita autoridades, gosta de colocar fogo em objetos, se meter em brigas e machucar animais, entre outras ações.


A psicóloga Rita Romaro explica que o mais importante é saber qual é a extensão do bullying que a criança pratica e identificar se ela realmente tem o transtorno para poder alertar a família sobre como lidar e não se deixar manipular pela criança.


Qual a função da escola e da família no combate ao bullying?
A escola deve adequar o ambiente escolar para reduzir o bullying e valorizar a diversidade. Medidas para esclarecer o que é o bullying também devem ser realizadas. E é fundamental que a escola aja como um facilitador entre pais e alunos para encaminhar, orienta e resolver a questão. Um dos fatores que agrava ainda mais o problema é a omissão de professores e dos profissionais do ambiente estudantil.


A professora do Rio de Janeiro, Cristiane Mesquita, conta o que faz para diminuir as agressões em sala de aula: "É essencial que o professor tenha consciência de que o bullying maltrata e baixa a autoestima da criança. Sempre que presencio em minha turma, eu converso seriamente com todos e leio uma lei que criminaliza quem pratica o bullying".


A lei N.º 5.089, do estado do Rio de Janeiro, obriga os professores e funcionários de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro a denunciarem casos de violência contra crianças e adolescentes, inclusive o bullying, a delegacias e conselhos tutelares. As instituições que não cumprirem a norma podem pagar multas de 3 a 20 salários mínimos.
Para o pediatra Aramis, algumas das principais medidas a serem tomadas nas escolas incluem:


1- Admitir que o bullying existe em todas as escolas.

2- Praticar ações que podem reduzir a incidência das agressões com mobilização de toda a comunidade escolar: professores, coordenadores, pais e alunos.
3- Promover o trabalho de compromisso para a redução do bullying saindo da premissa: "Essa escola não vai mais tolerar o bullying".

4- Cada turma ou série construindo sua forma de conviver contra o bullying, admitindo o que é aceitável e o que não é.

5- Trabalhar a amizade, solidariedade, não-violência e amor com atividades em grupo.


O papel da família
Já a família deve valorizar o diálogo. Não se avalia pelo boletim se a criança sofre bullying. O lema "passou de ano está bom" só serve para pais omissos.
Os pais devem estar atentos se o seu filho tem amigos, se conhece pessoas que sofrem alguma agressão ou se ele mesmo é intimidado na escola. A função da família é permitir que o filho exponha seu sofrimento.



Por que a criança tem medo de falar com os pais?
Principalmente porque tem medo de se expor e acha que os pais não vão valorizar os seus sentimentos. "No caso dos agressores, a família deve saber corrigi-los para que eles não continuem com as agressões na escola, mas não pelo medo de serem castigados, e sim, pelo tradicional método do diálogo aberto e da educação familiar, que é indispensável a qualquer indivíduo que vive coletivamente e de forma respeitosa", ressalta a psicóloga Rita Romaro.
O bullying deve ser levado a sério por toda a comunidade escolar e familiar. Aos pais, cabe decidir qual a melhor escola para os seus filhos - muitas vezes, a escola que oferece a melhor educação formal não possui o ambiente mais saudável.

quinta-feira, junho 09, 2011

Diferença entre a fome e a vontade de comer




Saiba diferenciar a fome da vontade de comer
Para muitas pessoas a comida serve para alivar a dor emocional

Você já ouviu aquela conhecida música dos Titãs? Você tem sede de que? Você tem fome de que? (...) a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, a gente quer prazer pra aliviar a dor... , realmente muitas vezes o que se esconde por trás de uma compulsão alimentar e de uma sensação de fome constante, não é apenas um alerta de que o nosso estômago está vazio.

Como diz a música, para a maioria das pessoas a comida serve para alivar a dor emocional, aplacar a carência, descontar a raiva do trânsito, dos pais, do marido, da namorada e etc. Quantas vezes você já se pegou literalmente comendo os seus problemas? Daí como consequencia, vêm o excesso de peso e a queda da auto-estima, que também nos leva a comer mais e entrar em um círculo vicioso de comida, problema, aumento de peso, queda de auto-estima, comida, excesso de peso, maior queda de auto-estima e assim por diante.

No fundo, não somos totalmente culpados por esses hábitos, pois quando pequenos nossas mães e tias (e aqui vai um alerta para quem tem filhos pequenos), resolviam todos os nossos problemas, medos, dores físicas e choros noturnos com um cházinho bem doce, uma sopinha, um mingau de aveia ou um pedacinho de bolo, e sem perceber nos estimulavam a associar a comida, o sabor doce e o ato de mastigar como solução às nossas carências, como forma de afeto e consolo.

Devido a esse condicionamento, para algumas pessoas é praticamente impossível cortar o doce da dieta ou não comer diante das adversidades da vida. Como forma de aliviar o vazio interno, algumas pessoas por mais que comam, ainda sentem o estômago com um buraco e não conseguem se saciar. Mas é importante você começar a diferenciar a fome da vontade de comer e identificar quando o vazio não é no estômago e sim nas emoções e até na alma.

Tenho consciência de que essa tarefa não é fácil, principalmente com o passar dos anos e com o gradual acúmulo de mágoas e frustrações que carregamos. No entanto, há outros hábitos e técnicas mais saudáveis de compensar a sua carência, como por exemplo caminhadas, meditação (como forma de relaxamento), boxe (imagine como você estivesse lutando com quem te magoou), corrida (para deixar os problemas para trás) e massagem (para aliviar a carência).

Portanto, da próxima vez que você sentir vontade de atacar um pudim de madrugada, ou terminar de almoçar e ainda continuar com a sensação de estômago vazio, pergunte-se: Você tem fome de que?

Milena Lhano é terapeuta floral, grafóloga e iridóloga