quarta-feira, dezembro 03, 2008

Arrepio


Por que nós temos a sensação de arrepio quando alguém arranha um quadro-negro?

Os músculos eretores dos pêlos, que causam o arrepio, podem ser ativados em duas situações.

A mais comum ocorre pelo frio.

A outra, menos freqüente nos seres humanos, é provocada pelo sistema nervoso e se chama ativação simpática.

O sistema nervoso se divide em simpático, parassimpático e entérico.

O sistema simpático é o responsável pela vida vegetativa do homem: é ele que faz o coração bater, que controla a respiração, o funcionamento da bexiga e assim por diante.

Esse sistema é também responsável por uma série de pacotes comportamentais que entram em ação frente a um estímulo ambiental. Isso é freqüente em outras espécies animais.

O gato, por exemplo, ao ver um cachorro, eriça os pelos como forma de defesa, devido à ativação de um pacote comportamental do sistema nervoso simpático.

Para os seres humanos, o arranhão em uma lousa, de alguma forma, ativa esse sistema de resposta do organismo.

O estímulo é percebido pelo corpo como algo desagradável, e sua resposta é o arrepio de pêlos.

Essa é uma reação antiga do sistema nervoso, herdada de um antepassado distante do homem.

A biologia é capaz de explicar o mecanismo do arrepio, mas é muito difícil traçar ao longo da evolução por que ele começou a ser produzido.




terça-feira, dezembro 02, 2008

A maravilhosa força do Amor

A maravilhosa Força do Amor
(autora: Penhah Castro)

Mesmo que destruam o mundo e os mares invadam as terras...num tsunami feroz...

Mesmo que as trevas ocupem a luminosidade dos dias...

Mesmo que o verde das matas fique pálido de tanto chorar...

Mesmo que o ano zangado encolha seus dias...

Mesmo que as estrelas, cansadas de brilhar, se apaguem...

Mesmo que as praças implodam e os pássaros fujam assustados...

Mesmo que o poeta não saiba mais fazer canção de amor e triste fenece...

Mesmo que meu pranto em rio se transborde e nos loucos outros mares se afoguem...

Mesmo que o aparente desamor tente tomar conta do amor, ele pedirá ajuda à Eternidade...

E, uma florzinha adormecida enternecerá o coração de um Pierrô que tem ali a semente do amor, que dirá doces palavras do seu amor à Colombina...

E o AMOR ressurgirá!

Pois ele nunca morreu...

Ressurgirá através das dores, do desengano, das tristezas, dos medos...
Vitorioso!

Trazendo uma renovada chance de crescer, de ser feliz, de se auto recuperar...

E, dará tudo o que você merecer...

AH! Um recadinho!

E, se outro amor lhe fizer infeliz,

Lembra que estarei aqui para trazer a esperança, e o que você sempre quis...Como um porto seguro!

Estarei em festa dançando e cantando somente para você...

Que o amor se instale para sempre em seu coração...







segunda-feira, dezembro 01, 2008

A impontualidade do amor

A impontualidade do amor
(autora: Martha Medeiros)

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente à tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retratos e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.