sexta-feira, junho 17, 2016

Aversão ao compromisso?

O que é a aversão ao compromisso?
Pesquisadores suecos afirmam que uma alteração genética pode ser a causa do problema, nos homens.
Por Carolina Werneck
www.dicas.com.br

Sabe aquele cara com quem você saiu algumas vezes e que depois, quando a relação começou a apresentar sinais de um compromisso mais sério, pareceu simplesmente ter se desintegrado na atmosfera? Pare de sentir ódio por ele. O coitadinho pode ser portador de uma alteração genética que o impede de assumir compromissos amorosos.

Brincadeiras à parte, um grupo de pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, descobriu o que pode ser (em partes) a explicação para o pânico que alguns homens parecem sentir de assumirem uma relação séria. Alterações no gene AVPR1A seriam responsáveis por uma predisposição de seus portadores a manter apenas relacionamentos esporádicos e fugazes, sentindo-se aprisionados quando em uma relação monogâmica.

O estudo, liderado pelo jovem pesquisador Hasse Walum, foi publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences e demonstra que esse gene funciona, entre outras coisas, auxiliando o corpo a regular os níveis de vasopressina no cérebro. Esta substância está associada à agressividade masculina, bem como à capacidade de desenvolver laços emocionais ou afetivos.

O método de realização da pesquisa foi entrevistar um total de 552 pares de gêmeos, com idades entre 37 e 64 anos, que dividissem a casa com uma mulher. Os pesquisadores detectaram mutações no AVPR1A em 220 do total de voluntários.

Este grupo se declarava mais infeliz dentro do relacionamento do que aqueles que não apresentavam alterações no gene. Cerca de 50% dos portadores afirmaram pensar em terminar a relação. Destes, 48% não se consideravam casados.

Lembre-se que todos os entrevistados viviam com uma mulher, o que demonstra o quanto a tendência à poligamia aumenta nos portadores da mutação. Entre aqueles homens que não a possuía, o índice caiu para meros 17%.

Apesar das evidências genéticas apontadas pelo estudo sueco, o maior fator determinante da dificuldade em assumir compromissos ainda é a cultura familiar e o ambiente em que o homem foi criado. Algumas pessoas, por terem presenciado discussões ou situações embaraçosas ocorridas entre os pais durante a infância e adolescência, acabam realmente traumatizadas e, ao se tornarem adultas, passam a afastar compromissos que possam conduzir ao matrimônio.

Os valores passados ao homem ao longo da vida também são determinantes quando ele precisa decidir entrar ou não em um relacionamento sério. Algumas pesquisas, neste sentido, demonstram que fatores externos são capazes de ativar ou desativar a influência dos genes na personalidade humana. O nome deste novo tipo de ciência é “epigenética”, um ramo que promete de decifrar a influência do meio sobre a genética de cada indivíduo.


quarta-feira, junho 15, 2016

Ócio criativo

Use o ócio criativo a seu favor
Descubra quais situações favorecem sua criatividade e use-as para alcançar resultados mais eficazes.
Por Carolina Werneck

Ser criativo, encontrar soluções criativas para os problemas do cotidiano, criar ideias originais. Exigências dos tempos atuais para obter sucesso não apenas no âmbito profissional, mas também nas tarefas diárias e em nossas vidas pessoais. Num mundo em que já se fez quase tudo, quem faz as coisas de maneira diferente é que tem a oportunidade de se destacar dos demais. Estudos publicados pelo site Life Hacker acerca da criatividade trazem informações surpreendentes sobre um tema tão etéreo quanto aquela ideia que piscou em sua mente e fugiu no momento seguinte.

O site afirma que a criatividade foi ignorada pela ciência até a década de 1950, quando a Associação Americana de Psicologia JP Guilford publicou alguns artigos relacionados ao tema. Desde então são inúmeras as pesquisas que tratam do fértil assunto – e a ciência já tem diversas teorias a respeito.

Qualquer um conhece, por exemplo, o que os americanos vêm chamando de “Shower Principle”, ou o “Princípio do Chuveiro”. Trata-se da afirmação de que as melhores ideias nos ocorrem quando estamos no meio do banho e não podemos anotá-las. Há, inclusive, alguns escritores, músicos, pintores e mesmo empresários que afirmam levar papel e caneta para o banheiro e deixar sobre a pia enquanto tomam banho. Assim pode anotar caso lhes ocorra um insight criativo.

A teoria do chuveiro nada mais é do que a constatação de que, quando desligamos nossa mente do problema a ser solucionado, ela tende a relaxar e encontrar soluções mais práticas e eficazes para eles. Em outras palavras, trata-se de distrair o cérebro do foco problemático e obrigá-lo a pensar em assuntos menos densos. A hora do banho é o ícone desse conceito porque geralmente é um momento em que estamos desligados do resto do mundo, deixando que a mente trafegue por pensamentos mais tranquilos, o que pode gerar um raciocínio lógico mais assertivo.

Algumas pessoas saem para caminhar ou tomam um café, enquanto outras preferem atividades mais incomuns para despertar a mente, como pintar algo ou cozinhar.

Como identificar os horários e situações do dia em que a sua criatividade flui melhor? Simples (mas nem tanto): experimentando. Desenvolva atividades que você considere relaxantes, de preferência várias delas, porque a criatividade funciona de modo diferente para cada pessoa. Desconecte sua mente dos problemas e observe em que momentos as ideias pareceram surgir mais facilmente. Invista nesses momentos sempre que precisar sair de alguma crise ou encontrar uma solução original para um “incêndio”.

Descubra qual, exatamente, é seu “ócio criativo” e conte com ele para uma vida mais fácil.



segunda-feira, junho 13, 2016

Amigos bem para saúde

Ter amigos é bom e faz bem para saúde
Pesquisas afirmam que a amizade pode ter efeitos incríveis na vida e na saúde das pessoas
Por Daniela Azevedo

A máxima que diz que quem tem amigos tem tudo, ganhou ainda mais credibilidade. É que uma pesquisa realizada pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos – uma das mais bem conceituadas Universidades do mundo – afirma que a amizade pode interferir positivamente na saúde das pessoas aumentando inclusive a expectativa de vida.

Segundo a pesquisa, a amizade funciona como um fator motivacional que contagia as pessoas ajudando-as a conquistar mais bem-estar, felicidade, qualidade de vida e melhorar o humor através da simples influência que uma pessoa pode ter sobre a outra.

De acordo com a tese, pessoas sedentárias têm mais chances de aderirem à uma rotina de exercícios quando passam a conviver com praticantes de ginástica. Da mesma forma, quem acompanha um amigo que deixou o vício do cigarro, tem maiores chances de parar de fumar. Em outras palavras, passar a fazer parte de um grupo de amigos com hábitos saudáveis, fará com que cedo ou tarde você acabe aderindo a este modelo de vida.

Segundo psicólogos, esse processo faz parte da necessidade e do instinto natural do ser humano de se tornar igual para ser aceito pelo grupo, um fato que acontece desde os primórdios quando os primatas se uniam para proteger-se de outros grupos maiores garantindo a sobrevivência.

Com base na pesquisa, não seria leviano dizer que a felicidade é contagiosa, pois segundo ela, conviver com pessoas otimistas e alegres, faz com que as suas chances de sentir-se feliz aumente em até 60%.

Mas como nem tudo são flores, do mesmo jeito que atitudes positivas são contagiantes, as negativas também podem influenciar na vida e no comportamento das pessoas, lembrando aquele velho ditado “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.

É evidente que existem exceções, afinal, existe pessoas mais suscetíveis e influenciáveis que as outras, abertas e vulneráveis a quaisquer tipos de mudanças, sejam para bem ou para o mal.

Enquanto muitos investem em livros de autoajuda, sessões de terapia e até remédios para conseguir ter uma vida mais saudável e alegre, uma alternativa para melhorar o bem-estar pode ser investir na ampliação do ciclo de amizades.

Em outra pesquisa realizada com 1500 pessoas na Austrália como parte de um trabalho chamado Estudo Longitudinal do Envelhecimento, vários idosos foram questionamos sobre sua atividade social, profissão, quanto tempo tinham disponível para se dedicar aos filhos, netos e outros parentes e quantos amigos tinham. Os anos se passaram e entre diversas avaliações feitas com o grupo, os cientistas observaram que as pessoas que tinham um ciclo maior de amigos viveram mais.

Já em outro estudo realizado pelo Rush Alzheimer’s Disease Center, ficou constatado que pacientes diagnosticados com o mal de Alzheimer e que viviam cercados de amigos, tiveram os sintomas da doença amenizados, o que segundo o médico Wayne Matthews, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, não se explica, mas funciona como uma espécie de mágica da amizade, que protege o paciente e retarda as manifestações da doença.

Uma das maneiras de tentar entender o que acontece é analisando que amigos de verdade, assim como os parentes próximos sempre prezam pelo bem da pessoa, acima de tudo, por isso incentivam umas às outras a tomarem cuidados com a saúde e ter hábitos de vida e alimentares saudáveis.

Quem tem amigos de verdade sabe a diferença que faz ter alguém para desabafar, se confidenciar ou simplesmente fazer companhia em um momento difícil. Conselhos de amigos, ainda que não seja acertada, parte da premissa básica que é o bem querer de um para o outro e isso já funciona como fator para dar mais segurança, a sensação de que, mesmo que tudo dê errado, você jamais estará sozinho.

No caso das mulheres, a amizade parece ser um fator inclusive da maior longevidade, em relação aos homens. Pela pesquisa realizada em Harvard, mulheres que têm amigas de confiança, tem mais facilidade de superar a perda do marido.

Além dessas pesquisas, existe uma série de outras que provam por A + B que ter amigos e se relacionar com eles é um fator que está diretamente ligado à saúde, ao humor, à cura e melhor resultado no tratamento de doenças, ao sucesso profissional, ao bem estar físico e psicológico, à melhora da disposição, à maneira de encarar a vida superando dificuldades, entre outros. Sendo assim, você tem uma série de bons motivos para cuidar dos seus amigos e fazer cada dia mais e mais amigos para multiplicar as alegrias e dividir as tristezas que por ventura apareçam.

Agora que você acabou de ler essa matéria, que tal usá-la como um excelente pretexto para reunir os amigos e celebrar a vida?